Escrito por
Gabriela Bonito
No transporte rodoviário, a eficiência e o cumprimento das normas ambientais são fatores cada vez mais exigidos. Para atender a essas demandas, tecnologias como o SCR (Redução Catalítica Seletiva) e o ARLA 32 se tornaram essenciais para caminhões, ônibus e outros veículos pesados movidos a diesel.
Embora muitas pessoas ainda tenham dúvidas sobre como esses sistemas funcionam e qual a importância do seu uso correto, entender esses pontos é crucial para garantir o desempenho dos veículos e evitar problemas mecânicos e legais.
O que é Sistema SCR
O SCR é uma tecnologia projetada para reduzir as emissões de óxidos de nitrogênio (NOx), gases altamente nocivos gerados durante a queima de diesel. Essa redução acontece através de uma reação química no catalisador, quando o sistema injeta uma solução especial no fluxo de gases do escapamento.
No Brasil, a adoção desse sistema se intensificou com a fase P7 do PROCONVE (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores), implementada em 2012. Essa fase, equivalente às normas Euro 5 na Europa, determinou limites mais rígidos de emissão para veículos pesados, exigindo o uso de tecnologias mais avançadas como o SCR.
O funcionamento é relativamente simples: o sistema utiliza o ARLA 32 para transformar os NOx em substâncias inofensivas (nitrogênio e vapor d’água), antes que os gases sejam liberados para a atmosfera. Essa etapa ocorre dentro do catalisador do SCR e é indispensável para que o veículo atenda às regulamentações ambientais.

ARLA 32: o agente indispensável para o SCR
O ARLA 32 (Agente Redutor Líquido Automotivo) é uma solução composta por 32,5% de ureia técnica de alta pureza diluída em água desmineralizada. Diferente do que muitos imaginam, ele não é um combustível nem um aditivo para o diesel. Sua única função é atuar como reagente no processo químico dentro do catalisador do SCR.
O consumo médio de ARLA 32 é relativamente baixo, representando cerca de 5% do consumo de diesel. Isso significa que, a cada 100 litros de diesel, são utilizados aproximadamente 5 litros de ARLA. Ainda assim, o abastecimento do reservatório de ARLA deve ser feito com atenção para evitar falhas no sistema.
É importante destacar que o uso de ARLA 32 de baixa qualidade ou adulterado pode comprometer o funcionamento do SCR e provocar danos significativos ao motor, além de resultar em multas por irregularidades no sistema de emissões.
Como o Sistema é monitorado?
Os veículos equipados com SCR contam com um sistema eletrônico chamado OBD (On-Board Diagnostics), que monitora constantemente o nível de emissões e o funcionamento do sistema. Caso o ARLA 32 esteja em falta ou o SCR apresente falhas, o OBD emite alertas no painel do veículo e, em situações mais críticas, pode até limitar a potência do motor para que o problema seja solucionado.
Esse monitoramento é essencial não apenas para proteger o motor, mas também para garantir que o veículo continue em conformidade com as normas ambientais.
Problemas comuns no SCR e no uso do ARLA 32
Mesmo sendo um sistema robusto, o SCR pode apresentar falhas quando não recebe a devida atenção. Entre os problemas mais frequentes estão:
- Sensores danificados, que comprometem a leitura dos gases e a dosagem do ARLA;
- Entupimento nos injetores, prejudicando a reação química no catalisador;
- Uso de ARLA adulterado, que pode deixar resíduos no sistema e causar corrosão;
- Falta de manutenção preventiva, que leva ao acúmulo de sujeira e falhas mecânicas.
Muitos desses problemas se desenvolvem de forma silenciosa e só se tornam perceptíveis quando já afetaram o desempenho do veículo. Por isso, a manutenção periódica é essencial para evitar custos elevados com reparos e garantir a operação contínua da frota.
A importância da manutenção preventiva
Manter o sistema SCR em perfeito estado é um investimento em eficiência e segurança. Algumas recomendações importantes incluem:
- Lavar o tanque de ARLA 32 e trocar o filtro da bomba a cada 100.000 km;
- Realizar a limpeza dos dutos, pescador e peneira da dosadora periodicamente;
- Evitar filtros de papel, preferindo aqueles com malha e tela de inox para maior durabilidade;
- Abastecer apenas com ARLA certificado, verificando sempre o selo de qualidade do produto.
Essas ações simples prolongam a vida útil do sistema e evitam falhas que podem paralisar o veículo em momentos críticos.
Manter o SCR e utilizar ARLA 32 de qualidade não é apenas uma questão de regulamentação, mas também uma forma de assegurar o desempenho do veículo e evitar custos inesperados com manutenção corretiva. Com cuidados simples, é possível garantir a eficiência operacional da frota e estar sempre em conformidade com as exigências legais.
2 respostas a “SCR e ARLA 32: entenda como funcionam e por que são indispensáveis”
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[…] Além disso, não apenas os elétricos podem ser considerados sustentáveis. Tecnologias como o Sistema de Redução Catalítica Seletiva (SCR), com uso de Arla 32, já permitem que veículos a diesel tenham desempenho muito mais limpo, […]
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[…] disso, o uso do Arla 32 tornou-se obrigatório e essencial para o cumprimento das normas ambientais cada vez mais […]
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